Escolher indutor conforme perfil. Checar dose em mL e aguardar efeito.
5) Bloqueio neuromuscular
Aplicar bloqueador e monitorar ventilação/oxigenação. Atenção às contraindicações do suxametônio.
6) Posicionamento
Decúbito dorsal, coxim suboccipital de modo a alinhar o meato acústico com o esterno; preparar plano alternativo; rampa quando aplicável.
7) Intubação
Laringoscópio pela rima labial direita e deslocar a língua para esquerda; tracionar o laringoscópio para cima e para frente, a aproximadamente 45º, posicionando-o na valécula (evitar movimento de báscula); visualizar as cordas vocais; introduzir tubo garantindo que a borda proximal do cuff ultrapasse as cordas vocais; manter tubo na rima labial entre 22–24 cm; retirar fio-guia; insuflar cuff com seringa de 6–10 mL de ar (20 mmHg); acoplar ambu e insuflar, auscultando epigástrio, pulmão esquerdo e pulmão direito, respectivamente.
Confirmação do tubo
Manter EtCO₂ contínuo sempre que disponível. Mudanças abruptas sugerem deslocamento/obstrução até prova em contrário.
Lembretes hemodinâmicos pós-IOT
Hipotensão pós-indução: reavaliar vasoplegia/hipovolemia, auto-PEEP, pneumotórax, sedação excessiva. Ajustar VM e drogas.
Noradrenalina pronta: titule conforme metas hemodinâmicas (perfusão/PA).
Ventilação: evitar hiperventilação desnecessária; monitorar pressões e auto-PEEP.
Sedação/analgesia: ajuste gradual e reavaliação frequente.
Alertas
Suspeitar de problema mecânico quando…
queda súbita de SpO₂/PA, aumento de pressão de via aérea, EtCO₂ alterando rapidamente. Reavaliar tubo, aspiração, pneumotórax, circuito/VM.
Após estabilizar
fixar tubo, registrar doses e resposta, planejar transporte seguro e manter monitorização contínua.
Doses alternativas (referência)
Rocurônio: 0,6–1,2 mg/kg.
Etomidato: 0,2–0,3 mg/kg.
Fentanil (bolus): 1–3 mcg/kg.
Propofol: 0,3–1,5 mg/kg.
Cetamina: 1–2 mg/kg.
Cisatracúrio: 0,15 mcg/kg/min.
Observação
Aba propositalmente enxuta para agilidade. Sempre alinhar com o protocolo vigente da instituição.